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Citi corta recomendação de Mercado Livre após resultados do 1T26

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O banco norte-americano Citi reduziu sua recomendação de compra para as ações do Mercado Livre (NASDAQ: MELI) após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. A decisão reflete preocupações com a desaceleração no crescimento da plataforma, especialmente em relação ao aumento de vendas e lucratividade, além de uma visão mais conservadora sobre o mercado de e-commerce brasileiro.

O que aconteceu

Em relatório divulgado na última quinta-feira, a Citi destacou que os resultados do 1T26 foram melhores do que o esperado em termos de receita, mas com margens operacionais inferiores às projeções. A empresa também alertou que a alta da taxa básica americana (Selic) e a inflação no Brasil têm pressionado a demanda por bens de luxo e serviços digitais, setores nos quais o Mercado Livre tem forte exposição. Segundo analistas, a estagnação no número de novos vendedores e a competição acirrada no segmento também são fatores que contribuem para a revisão da perspectiva.

A Citi manteve uma recomendação de “neutral” nas ações do Mercado Livre, mas reduziu o preço-alvo de US$ 1.200 para US$ 1.100, indicando uma visão mais cautelosa sobre o desempenho da empresa no curto prazo. Apesar disso, o banco reforçou que a plataforma continua sendo líder no mercado brasileiro de e-commerce, com uma posição dominante em vendas online e serviços de pagamento.

O que muda para quem vende online

  • Vendedores no Mercado Livre podem enfrentar maior pressão para reduzir preços e melhorar a eficiência logística, já que a plataforma busca conter custos diante da desaceleração nos investimentos em crescimento.
  • A decisão da Citi pode impactar a confiança de investidores estrangeiros, que historicamente são os maiores compradores de ações de empresas brasileiras de tecnologia e e-commerce.
  • Plataformas concorrentes como Shopee e TikTok Shop podem aproveitar a situação para intensificar estratégias de marketing e atrair vendedores que buscam maior visibilidade e margens melhores.

Fique de olho

Nos próximos meses, será importante acompanhar como o Mercado Livre reage à pressão do mercado e se consegue manter seu ritmo de crescimento em um cenário econômico mais complexo. Além disso, o comportamento do dólar frente ao real e as políticas monetárias do Banco Central serão fatores decisivos para setores como o de e-commerce.