A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, deve gerar um aumento significativo nas compras feitas por smartphones. Estudos da Ebit|Nielsen apontam que, durante grandes eventos esportivos, o tráfego mobile no e‑commerce brasileiro pode crescer entre 20% e 35%. Com mais de 210 milhões de usuários de internet no país, a expectativa é que milhões de torcedores aproveitem os intervalos dos jogos para adquirir produtos, de eletrônicos a artigos de vestuário. O cenário cria oportunidades inéditas para marketplaces e lojas virtuais que estejam preparadas para atender a demanda móvel.
O que aconteceu
De acordo com a pesquisa divulgada pelo portal E‑Commerce Brasil, a fase de grupos da Copa do Mundo deve impulsionar o volume de transações via celular em até 30% em relação ao mesmo período do ano anterior. O estudo analisou o comportamento de consumidores nas últimas duas edições dos mundiais (2018 e 2022) e identificou que, nos intervalos entre partidas, a busca por produtos ligados ao evento – como camisetas oficiais, snacks e gadgets – aumentou consideravelmente. As plataformas de pagamento móvel, como PicPay, Mercado Pago e Apple Pay, registraram picos de uso que superaram a média histórica.
O fenômeno não se restringe ao Brasil; mercados como México e Estados Unidos já observam um efeito semelhante. No entanto, a combinação de alta penetração de smartphones (cerca de 75% da população conectada) e a paixão nacional pelo futebol faz com que o país seja um dos principais focos para estratégias de venda mobile. As empresas que investirem em otimização de sites responsivos, checkout simplificado e campanhas de retargeting em tempo real terão vantagem competitiva.
O que muda para quem vende online
Para os sellers que operam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a Copa do Mundo representa um gatilho de demanda que exige preparação logística e de marketing. É imprescindível garantir que o catálogo esteja atualizado com produtos temáticos, que as descrições estejam otimizadas para buscas mobile e que o estoque seja suficiente para atender picos de compra. Além disso, a velocidade de carregamento das páginas deve ser superior a 3 segundos, já que a taxa de abandono aumenta drasticamente em conexões lentas.
Outra mudança crucial é a necessidade de investir em anúncios segmentados por comportamento e localização. As plataformas de mídia paga permitem criar campanhas que aparecem nos momentos exatos em que o usuário está assistindo ao jogo ou conversando nas redes sociais. Integrar ofertas relâmpago (flash sales) e cupons de desconto exclusivos para quem compra pelo celular pode elevar a taxa de conversão em até 12%.
- Incremento de tráfego mobile de 20% a 35% durante o torneio.
- Necessidade de otimização de checkout para reduzir abandono.
- Oportunidade de campanhas de marketing em tempo real com foco em produtos temáticos.
Fique de olho
Os lojistas devem monitorar indicadores como taxa de conversão mobile, tempo médio de sessão e volume de pedidos por hora. Ferramentas de analytics em tempo real, como Google Analytics 4 e as dashboards internas dos marketplaces, serão essenciais para ajustar ofertas rapidamente. Também é recomendável acompanhar as políticas de frete grátis e prazos de entrega, já que a expectativa de entrega rápida aumenta durante eventos de grande apelo.
Por fim, a tendência de compras via assistentes de voz e pagamentos por QR Code deve ganhar força nos próximos jogos. Quem antecipar essas inovações e adaptar a experiência de compra poderá transformar a Copa do Mundo em um marco de crescimento sustentável para o e‑commerce brasileiro.