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De fornecedor desconhecido a parceiro logístico: IPP Ibéria celebra dez anos de crescimento

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📰 Fonte: Supply Chain Mag

Quando a IPP chegou à Península Ibérica, há dez anos, era ainda uma empresa pouco conhecida num mercado onde a gestão de paletes estava fortemente associada a modelos já instalados. A equipa era reduzida, mas trazia experiência no setor e uma ideia clara: perceber o que fabricantes, distribuidores e operadores logísticos precisavam e construir a operação a partir daí.

Uma década depois, a empresa trabalha com toda a distribuição em Portugal, gere milhões de movimentos de paletes por ano e dispõe de uma rede de centros de serviço e parceiros estratégicos em Portugal e Espanha. Pelo caminho, aumentou a equipa, reforçou a capacidade operacional e digital e consolidou a sua presença, sobretudo junto das empresas de grande consumo.

Sergio Sanz Arguedas acompanhou esse percurso desde o início. Começou como Business Unit Director da IPP Iberia e é atualmente European Business Development Director.

“Quando começámos, éramos muito poucos, mas contávamos com uma vasta experiência no setor, o que nos permitiu identificar desde o início o que é que o mercado ibérico precisava”, recorda. “Foram dez anos de aprendizagem contínua, assentes na recetividade e adaptação ao que cada fabricante, distribuidor e operador logístico necessitava em cada momento.”

Essa capacidade de adaptação tornou-se um dos principais eixos do crescimento da empresa na Península Ibérica. Em vez de aplicar uma solução uniforme, a empresa procurou ajustar os processos comerciais, administrativos e operacionais às características de cada cadeia de abastecimento. Foi também assim que passou de fornecedor de paletes a parceiro integrado na operação dos clientes.

“O que mais nos orgulha é o tipo de relações que construímos. Passámos de ser apenas mais um fornecedor a fazer parte da solução dos nossos clientes”, afirma Ana Ferreira, Business Director da IPP Ibéria. “Isso não acontece por acaso: requer tempo, coerência e, acima de tudo, muita capacidade para saber ouvir.”

A maior parte do negócio continua concentrada em Espanha, mas a evolução de Portugal tem sido uma das marcas mais relevantes dos últimos anos.

A empresa descreve como exponencial o crescimento da atividade no mercado português, impulsionado pela procura de maior eficiência operacional, simplicidade e flexibilidade. À medida que mais fabricantes começaram a considerar alternativas para a gestão de paletes, Portugal ganhou peso dentro da estratégia ibérica e tornou-se um mercado com elevado potencial de expansão.

O crescimento tem sido particularmente visível no setor dos bens de grande consumo. A alimentação representa uma parte importante da operação, com destaque para frutas e legumes, mas a empresa tem também aumentado a presença em áreas não alimentares, como os produtos de limpeza.

A base de clientes, contudo, não se limita aos grandes fabricantes. A IPP trabalha igualmente com empresas de menor dimensão que precisam de utilizar paletes de pool para entregar os seus produtos nas grandes redes de distribuição.

Esta amplitude é relevante num mercado onde a complexidade logística não depende apenas da dimensão da empresa. Um pequeno fabricante pode enfrentar os mesmos requisitos de entrega, qualidade e disponibilidade de ativos que uma organização de maior escala, mas sem dispor dos mesmos recursos para gerir uma frota própria de paletes.

A evolução da IPP Ibéria aconteceu em paralelo com uma mudança mais ampla no mercado. Há dez anos, o pooling era frequentemente encarado como uma solução operacional: uma forma de garantir que as paletes estavam disponíveis no local e no momento em que eram precisas. Hoje, a decisão passou a envolver outras variáveis.

A profissionalização das cadeias de abastecimento, a pressão sobre os custos, a necessidade de ganhar resiliência e a crescente atenção à sustentabilidade alteraram a forma como as empresas gerem os ativos logísticos.

O pooling passou, assim, de resposta operacional a instrumento de gestão. Ao partilhar e reutilizar ativos, as empresas podem reduzir a necessidade de investimento em paletes próprias, simplificar fluxos, aumentar a taxa de utilização dos equipamentos e diminuir o consumo de recursos.

A economia circular deixou de ser apenas um argumento ambiental. Passou a integrar decisões sobre eficiência, disponibilidade, flexibilidade e risco.

Os números do Faber Group, do qual a IPP faz parte, dão dimensão a este modelo. Segundo o Sustainability Progress Report 2025 do grupo, as soluções de pooling permitiram aos clientes evitar mais de 40 mil toneladas de emissões de CO₂. O grupo registou ainda mais de 134 milhões de movimentos de ativos num ano.

A escala é um elemento central. A reutilização de uma palete pode parecer uma operação simples, mas o impacto depende da capacidade de coordenar milhões de movimentos, recolhas, entregas, inspeções e reparações através de diferentes mercados e cadeias de abastecimento.

É nesta articulação entre circularidade e eficiência operacional que a IPP procura posicionar-se. A empresa está também a trabalhar com clientes, fornecedores e operadores logísticos para otimizar os transportes, reduzir a pegada carbónica das operações e melhorar a utilização dos ativos ao longo da cadeia de valor.

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