Em 11 de maio de 2026, o marketplace Elo7 anunciou sua total desativação, encerrando mais de uma década de atuação no Brasil. A decisão impactou cerca de 75 mil vendedores ativos, que geravam em média R$ 1,2 milhão em volume anual. A plataforma, que era referência em artesanato e produtos independentes, deixou os lojistas à procura de alternativas seguras e rentáveis para manter suas vendas online.
O que aconteceu
O CEO da Elo7, Marcos Lemos, comunicou em comunicado oficial que a empresa não continuará operando devido a desafios financeiros e à necessidade de reestruturação do modelo de negócios. A decisão foi tomada após avaliações internas que apontaram queda constante no número de usuários ativos, além de aumento da concorrência de grandes marketplaces como Mercado Livre e Shopee. A empresa também citou dificuldades em manter a infraestrutura tecnológica e os custos de compliance regulatório.
O fechamento foi anunciado em 9 de maio, com a empresa disponibilizando um cronograma de migração e suporte técnico aos vendedores. No dia 11, a plataforma foi totalmente desligada, bloqueando novos cadastros e encerrando as operações de checkout. Os lojistas que ainda tinham pedidos em andamento tiveram que transferir seus estoques e gerenciar entregas manualmente ou por meio de parceiros logísticos.
O que muda para quem vende online
Para sellers que dependiam do Elo7, a mudança implica uma reavaliação da estratégia de presença digital. No Mercado Livre, por exemplo, os vendedores podem aproveitar o programa de “Marca Própria” e a logística integrada (Fulfilment by Mercado Livre), mas enfrentarão taxas de venda mais altas, especialmente nas categorias de moda e decoração. Já a Shopee tem foco em promoções agressivas e cashback, o que pode reduzir margens, mas aumenta a visibilidade entre consumidores de baixa renda.
No TikTok Shop, os lojistas que migraram de Elo7 podem explorar o formato de vídeo curto para gerar engajamento, mas precisam se adaptar ao algoritmo de recomendação, que prioriza conteúdo autêntico e interativo. A plataforma oferece integração direta com fornecedores de dropshipping, porém exige cumprimento de requisitos de qualidade de vídeo e tempo de resposta ao cliente.
- Maior dependência de taxas de comissão nos marketplaces maiores.
- Necessidade de reinventar a identidade de marca em novos canais.
- Desafios na logística e no atendimento ao cliente em plataformas com formatos distintos.
Fique de olho
Os lojistas devem acompanhar as novidades dos programas de fidelidade e logística dos marketplaces, já que o Mercado Livre está testando o “Mercado Envios” em expansão para micro e pequenas empresas. A Shopee, por sua vez, está investindo em inteligência artificial para personalização de anúncios, o que pode reduzir custos de aquisição de clientes. No TikTok Shop, a tendência é a expansão para marketplaces internacionais, exigindo que os vendedores se preparem para atender a demanda global.
Além disso, a regulamentação de e-commerce no Brasil prevê novas exigências para rastreabilidade de produtos artesanais, algo que os lojistas que migrarão para o Mercado Livre e Shopee deverão observar para evitar sanções. Manter-se atualizado sobre as mudanças nas políticas de cada plataforma será crucial para garantir continuidade e crescimento das vendas.