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Fim da taxa das blusinhas: como fica o imposto para compras online

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A taxa das blusinhas, tributo que pesava sobre importações de baixo valor, foi oficialmente extinta pelo governo brasileiro. A medida, implementada em 2020 para proteger o comércio local, afetava compras internacionais com valor até US$ 50 FOB. Agora, com a mudança, consumidores e lojistas devem se adaptar às novas regras de impostos para produtos de sites como Shein e AliExpress.

O que aconteceu

O governo federal extinguiu a contribuição sobre importações de baixo valor (Cide-Importação), conhecida como ‘taxa das blusinhas’, via Medida Provisória nº 1.224. A cobrança, criada em 2020 para frear a concorrência desleal com produtos chineses, incidia sobre remessas internacionais com valor até US$ 50. A decisão faz parte de ajustes na política tributária do país, com foco na modernização de acordos comerciais.

A extinção ocorre após críticas de que a tributação gerava distorções no mercado e dificultava a entrada de produtos essenciais. Com a mudança, as compras internacionais abaixo de US$ 50 voltam a ser tributadas apenas com o Imposto sobre Importação (II), que varia conforme o produto, e sem a carga extra da Cide. O novo regramente vale para remesses postais e encomendas internacionais.

O que muda para quem vende online

Para sellers brasileiros em plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a extinção da taxa pode intensificar a concorrência com importados. Produtos de categorias como moda, eletrônicos e acessórios, antes mais caros devido à Cide, agora terão preços competitivos direto do exterior, exigindo ajustes estratégicos por parte dos lojistas locais.

A pressão por menores preços tende a aumentar, especialmente em nichos onde a diferença de custo entre importados e nacionais era significativa. Para se manterem relevantes, os vendedores brasileiros deverão apostar em diferenciais como logística ágil, atendimento personalizado e produtos com marca nacional, que possam justificar valores acima dos concorrentes internacionais.

  • Aumento da concorrência direta em categorias sensíveis a preço, como fast fashion e eletrônicos de baixo custo
  • Necessidade de revisão de margens e estratégias de precificação para não perder participação de mercado
  • Oportunidade de destacar vantagens logísticas e de experiência do cliente como diferencial competitivo

Fique de olho

Lojistas devem monitorar de perto possíveis ajustes na tabela do Imposto sobre Importação (II), que pode ser revisada pelo governo para compensar a perda da arrecadação da Cide. Além disso, é fundamental acompanhar o comportamento do consumidor pós-mudança, já que a queda nos preços dos importados pode alterar a demanda por produtos nacionais em certos segmentos.

A tendência é que o e-commerce brasileiro se torne ainda mais competitivo, mas exigirá agilidade dos sellers para se adaptar. Fique atento a novas políticas de frete e tributação que possam surgir como contrapartida à extinção da taxa, e fortaleça a comunicação com fornecedores locais para evitar gargalos na cadeia de suprimentos.