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Fim da “Taxa das Blusinhas” pode reduzir custos de importação em até 17%

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O Governo Federal anunciou a extinção da chamada ‘Taxa das Blusinhas’, medida que incorria em adicional de 17% sobre a importação de produtos de moda, eletrônicos e cosméticos. Com a revogação, compradores e lojistas que dependem de mercadorias importadas verão o custo final das compras no exterior reduzir até 17%, refletindo diretamente nos preços ao consumidor e na margem de lucro dos sellers online.

O que aconteceu

Em sessão de pauta na Câmara dos Deputados, a proposta de revogação foi aprovada por unanimidade, após anos de debate sobre a necessidade de simplificar a logística internacional e reduzir a burocracia. A ‘Taxa das Blusinhas’, instituída em 2014, era cobrada sobre o valor aduaneiro das mercadorias e era aplicada em diversos setores, principalmente no comércio eletrônico. A medida gerou protestos de associações de importadores e de grandes marketplaces, que alegavam que a taxa ajudava a equilibrar o déficit comercial.

Com a decisão, o governo prevê que a Receita Federal reestruture o sistema de cobrança, eliminando o percentual adicional e mantendo apenas os impostos ordinários de importação (II, IPI, ICMS, PIS/COFINS). A mudança será efetiva a partir de 01 de agosto, permitindo que importadores planejem suas rotas de logística e façam ajustes no precificação de forma mais ágil.

O que muda para quem vende online

Para sellers brasileiros que atuam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a redução de custos de até 17% significa margem de lucro potencialmente maior. A diminuição na base de cálculo do frete internacional também pode tornar mais atrativas as opções de envio direto do fornecedor, reduzindo a necessidade de consolidação de pedidos e diminuindo o tempo de entrega.

No entanto, os lojistas precisarão ajustar seus sistemas de ERP e integrações de logística para refletir a nova estrutura de impostos. Também é crucial atualizar as políticas de devolução e garantias, já que a mudança pode afetar os custos de reimportação em caso de defeitos ou trocas.

  • Maior margem de lucro e competitividade nos preços.
  • Redução no tempo de entrega por simplificação de processos aduaneiros.
  • Necessidade de atualização de sistemas e políticas internas.

Fique de olho

Os lojistas devem monitorar a implementação da nova legislação, especialmente a atualização dos softwares de cálculo de impostos e frete. A Receita Federal deverá publicar guias detalhados sobre a aplicação dos novos procedimentos até o final do trimestre. Além disso, ficar atento às mudanças nas políticas de rastreamento e seguro de carga será fundamental para evitar surpresas.

Em paralelo, observa-se um aumento na demanda por marketplaces que oferecem soluções de logística integrada, como o Mercado Envios e o Shopee Express. A consolidação dessas plataformas pode acelerar a adaptação dos sellers aos novos cenários de custo e prazo.