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Fim da ‘taxa das blusinhas’: Shein, Shopee e AliExpress mudam regras para clientes

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As empresas Shein, Shopee e AliExpress notificaram clientes sobre o fim da chamada ‘taxa das blusinhas’, uma cobrança de até 10% aplicada em compras internacionais. A mudança, que entra em vigor gradualmente, visa simplificar a importação e reduzir custos para consumidores brasileiros. Segundo a CBN, a decisão está ligada à pressão por tarifas mais justas e à estabilização do comércio digital pós-pandemia.

O que aconteceu

Desde 2020, a ‘taxa das blusinhas’ era cobrada sobre pacotes internacionais com valor até US$ 150 (R$ 750), incluindo frete e impostos. A Shein, Shopeep e AliExpress, que dominam o mercado de moda e eletrônicos importados, alegam que a regra era onerosa e prejudicava a competitividade. A notificação, divulgada em e-mails e alertas no app, explica que a partir de 2024, a cobrança será substituída por um sistema simplificado de taxas fixas e redução de descontos aduaneiros. A medida afeta principalmente compras realizadas por meio de marketplaces internacionais, com destaque para a venda de roupas, acessórios e eletrônicos.

O que muda para quem vende online

Para os vendedores no Brasil, a extinção da taxa pode reduzir custos logísticos e facilitar a entrada de produtos internacionais. No entanto, plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop podem ajustar suas políticas para compensar a perda de receita. Vendedores que dependiam de preços competitivos podem precisar revisar suas estratégias de precificação e logística. Além disso, a simplificação das regras pode incentivar mais lojistas a importar produtos diretamente, aumentando a concorrência no país.

  • Redução de custos para importação de produtos;
  • Ajuste nas políticas de taxas por plataformas;
  • Possível aumento de concorrência no mercado.

Fique de olho

Especialistas alertam que a mudança pode levar a um aumento na fiscalização de importações ilegais ou de produtos com origem em países com acordos comerciais. Vendedores devem monitorar atualizações nas regras aduaneiras e garantir que seus produtos estejam em conformidade. Além disso, a pressão por tarifas justas pode influenciar negociações futuras entre governos e plataformas internacionais, impactando o setor e-commerce no Brasil.