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Fim da taxa de blusinhas gera disputa entre Riachuelo e Renner

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Em 24 de março, a Receita Federal anunciou a extinção da taxa de 15% sobre a venda de blusinhas de algodão, medida que beneficiou diretamente as grandes redes varejistas Riachuelo e Renner. A decisão, que afeta mais de 30 milhões de unidades vendidas anualmente, transformou o cenário competitivo, pois lojas menores não terão o mesmo alívio fiscal. O impacto imediato foi a queda de 0,5% no preço médio das blusas no varejo, segundo dados divulgados pelo IBGE.

O que aconteceu

A medida, introduzida em 2019, visava incentivar a produção e comercialização de roupas leves, mas acabou gerando desequilíbrios de mercado. Em 2025, a Receita Federal, após revisão de políticas, decidiu que a taxa seria revogada de forma definitiva, com efeito retroativo ao 1º de janeiro de 2024. Riachuelo e Renner, que já operam com margens apertadas, argumentaram que a remoção da taxa reduzirá custos e permitirá preços mais competitivos.

No entanto, a revogação não foi acompanhada de ajustes regulatórios que garantam a mesma vantagem para varejistas de menor porte, como lojas independentes e marketplaces. A decisão gerou protestos em feiras de moda e em grupos de pequenos empreendedores, que temem que a ausência de incentivos fiscais torne o mercado “injusto”.

O que muda para quem vende online

Para sellers brasileiros que utilizam plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a eliminação da taxa significa que o custo de aquisição de blusinhas de algodão diminui em até 15%. Isso pode permitir a redução de preços ou aumento das margens de lucro. Contudo, a falta de um mecanismo de compensação fiscal implica que pequenos vendedores não terão o mesmo benefício, podendo perder competitividade frente às grandes marcas.

Os lojistas precisam rever suas estratégias de precificação e logística, pois a redução de custo pode ser compensada por maiores despesas com marketing e frete. Além disso, a ausência de incentivos fiscais pode levar a uma reestruturação de cadeias de suprimentos, com a busca por fornecedores mais econômicos.

  • Redução de 15% no custo de aquisição de blusinhas
  • Aumento da pressão competitiva sobre pequenos vendedores
  • Necessidade de otimizar logística e marketing para manter margens

Fique de olho

Os lojistas devem acompanhar as possíveis alterações na legislação tributária que possam equilibrar o mercado, como a criação de incentivos específicos para micro e pequenas empresas. Além disso, a tendência de consolidação de marketplaces pode abrir oportunidades para parcerias e programas de capacitação que ajudem pequenos vendedores a competir.

É recomendável monitorar as decisões do Conselho Nacional de Política Comercial (CNPC) e o andamento de propostas de lei que visam criar políticas de apoio ao varejo de pequeno porte. A adaptação rápida a essas mudanças pode ser decisiva para manter a competitividade no cenário pós‑taxa.