📰 Fonte: Supply Chain Mag
O Grupo Sousa anunciou a conclusão de um programa de intervenções técnicas de retrofit com vista à descarbonização da frota própria. Em causa um investimento de 20,3 milhões de euros, enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência.
Assim, os navios Lobo Marinho, Funchalense 5, Rebecca S, Ferdinanda S, Laura S, Raquel S, Jaime S e Atlântico foram dotados de tecnologias avançadas destinadas a aumentar a eficiência energética, reduzir o consumo de combustível e diminuir significativamente as emissões atmosféricas.
Os trabalhos decorreram nos estaleiros navais da West Sea, em Viana do Castelo, para os navios Lobo Marinho, Funchalense 5, Rebecca S, Ferdinanda S e Raquel S, e nos estaleiros da ASTICAN, em Las Palmas de Gran Canaria, para o Laura S, o Jaime S e o Atlântico.
Entre as principais tecnologias implementadas destaca-se o sistema BioHFO, uma solução in-line que combina a bordo biocombustível 100% sustentável e fuelóleo pesado, através de processamento sonoquímico, reduzindo significativamente as emissões atmosféricas e o impacto ambiental do navio.
Do mesmo modo, os navios foram dotados de Shore Power Connection, o que lhes permite ligarem-se à energia elétrica terrestre quando atracados em porto, substituindo os geradores de bordo e assegurando o fornecimento de energia a partir das infraestruturas portuárias.
Os cascos foram revestidos em silicone X8, criando uma superfície antiaderente que previne incrustações biológicas, diminui o atrito hidrodinâmico e melhora a eficiência propulsiva, reduzindo o consumo de combustível e das necessidades de manutenção.
Por outro lado, foram introduzidas Variable Frequency Drives nos sistemas de arrefecimento e ventilação, permitindo ajustar a velocidade de bombas e ventiladores às necessidades reais de funcionamento, otimizando o consumo energético e aumentando a eficiência global dos sistemas.
Finalmente, foi desenvolvida a plataforma BOEM, sistema de monitorização e otimização de desempenho que acompanha, em tempo real, parâmetros operacionais como o equilíbrio longitudinal e o consumo de combustível, permitindo ajustes contínuos para maximizar a eficiência energética e reduzir emissões poluentes.
Em comunicado, o Grupo Sousa adianta que o conjunto destas soluções se traduzirá nma redução de até 45% das emissões de CO₂, 38% das emissões de partículas, 23% das emissões de NOx e 40% das emissões de SOx, além de melhorias no Índice de Eficiência Energética de Navios Existentes.