📰 Fonte: Supply Chain Mag
A Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada e a administração do Hospital de Ponta Delgada chegaram esta quinta-feira a acordo sobre o prazo de pagamento a fornecedores. Assim, não pode ultrapassar os 180 dias, sendo que, a partir dos 120 dias, começam a ser cobrados juros.
Não obstante o acordo, os empresários reclamam a criação de um portal da transparência da saúde nos Açores, inspirado na estrutura já existente no Serviço Nacional de Saúde. Em nota de imprensa, a associação empresarial defende que a transparência “deve constituir um instrumento fundamental para reforçar a confiança dos cidadãos, dos fornecedores e dos agentes económicos”.
E concretiza que o portal deve disponibilizar informação pública sobre dívida, pagamentos em atraso, prazos médios de pagamento e outros indicadores de desempenho financeiro das instituições de saúde da região autónoma.
“Uma ferramenta desta natureza permitiria acompanhar, de forma objetiva e regular, a evolução dos compromissos financeiros das entidades do Serviço Regional de Saúde, promovendo uma cultura de responsabilização, total transparência e de melhoria contínua da gestão pública, ao invés de situações menos claras que possam promover preferências de tratamento entre os prestadores e fornecedores de serviços”, justifica.
Notícias divulgadas em maio pela comunicação social regional indicam que as dívidas se mantêm, com os fornecedores sem receber então há sete meses. Entre janeiro e março, a dívida a fornecedores do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, aumentou 11 milhões de euros.
Em resposta a um requerimento do PS/Açores, o governo regional esclareceu que o hospital terminou o ano de 2025 com uma dívida vencida a fornecedores superior a 116 milhões de euros. Os dados mostram que as dívidas entre 90 e 180 dias representavam oito milhões de euros e os valores entre 180 e 365 dias situavam-se nos 5,4 milhões, enquanto os valores com mais de 365 dias ultrapassavam os 10,4 milhões de euros.