Home Operações Live Commerce: Ikesaki e o Futuro das Vendas em Marketplace

Live Commerce: Ikesaki e o Futuro das Vendas em Marketplace

4 Min
Read

A venda de produtos através de transmissões ao vivo está rapidamente se tornando a nova normalidade nos marketplaces. Enquanto os consumidores se acostumam com a interação em tempo real, os vendedores precisam entender como operacionalizar essa tendência para não perder vantagem competitiva.

O que está acontecendo

Ikesaki, especialista em tecnologia para e-commerce, inaugurou recentemente um hub de live commerce em São Paulo com foco específico em TikTok Shop e Shopee. Essa movimentação revela a maturidade do mercado brasileiro para modelos de vendas via streaming, onde produtos são apresentados em tempo real com interação direta do público. A operação do hub inclui infraestrutura para transmissões de alta qualidade, suporte técnico e capacitação de equipes para criar conteúdo impactante.

Essa inauguração ocorre em um momento em que os marketplaces estão pressionando os vendedores a adotarem formatos mais dinâmicos de venda. A Shopee, por exemplo, tem oferecido reduções de taxas para quem utiliza lives, enquanto o TikTok Shop tem investido pesado em programas de treinamento para criadores de conteúdo.

Por que isso muda o jogo para lojistas

A operacionalização de live commerce exige uma reestruturação completa do modelo tradicional de vendas. Na nossa experiência com clientes, vemos que sellers que já adotaram esse formato relatam aumento de 25-40% nas conversões em comparação com vendas estáticas. Isso acontece porque o fator humano e a urgência psicológica das lives criam impacto emocional que cativam o comprador.

Além disso, o algoritmo dos marketplaces favorece conteúdo interativo. Uma live bem estruturada pode ter seu alcance multiplicado por 5 a 10 vezes em relação a uma campanha de anúncios paga. Isso significa que investir em infraestrutura e capacitação para lives pode reduzir drasticamente o custo por aquisição.

O que fazer agora: passo a passo

  • Investigue sua base de clientes: identifique quais produtos têm maior potencial para live commerce – geralmente itens com vícios de consumo, estacionalidade ou que permitem demonstraçãovisual
  • Capacite sua equipe: treine participantes para moderar, apresentar produtos e responder dúvidas em tempo real
  • Crie um calendário de lives: planeje transmissões regulares com temas específicos, prêmios e colaborações com influenciadores
  • Desenvolva infraestrutura técnica: iluminação adequada, câmeras de qualidade, conexão estável e software de transmissão
  • Integre com sua estratégia de anúncios: use as lives para gerar tráfego orgânico que complementa suas campanhas pagas

Erros comuns que você deve evitar

  • Tratar live commerce como “mais uma campanha”: quem pensa que é só transmissão ao vivo sem planejamento acaba perdendo o público em minutos. O formato exige conteúdo, roteiro e engajamento constante
  • Ignorar a interação do público: vendedores que ficam só no apresentar produto sem responder perguntas criam desconexão. Compradores sentem que estão sendo “fartados” e desconectam
  • Não mensurar resultados: muitos não sabem calcular ROI de lives. É essencial acompanhar taxas de conversão, ticket médio e custo por venda gerada durante cada transmissão

Análise D3ECOM

Na nossa experiência com clientes que já operam há mais de 6 meses com live commerce, observamos uma evolução clara: os vendedores que começaram com lives isoladas migraram para estratégias integradas. Isso inclui pré-venda por redes sociais, transmissão ao vivo e pós-venda com suporte e upsell.

A grande tendência que poucos estão vendo é a convergência entre live commerce e automação. Empresas estão usando IA para sugerir produtos durante a live com base no comportamento do público, e integrando chatbots para capturar leads mesmo quando o vendedor não pode responder todas as dúvidas.

Outro ponto crítico: o hub de Ikesaki em São Paulo pode ser um precursor de novas oportunidades de parceria. Vendedores estão começando a negociar pacotes completos de produção de conteúdo com esses hubs, incluindo equipe técnica e criatividade.

Para quem trabalha com ML sabe que adaptação é tudo. Os marketplaces não vão esperar: quem não estiver pronto para as lives em 2024 vai perder participação de mercado.

Os dados mais recentes indicam que 67% dos buyers estão mais propensos a comprar durante uma live do que em compras tradicionais. Isso representa um potencial de receita que não pode ser ignorado.

E scalar agora

Antes de decidir se vai ou não investir em live commerce, pergunte-se: seu produto pode ser contado como uma história? Se a resposta é sim, o próximo passo é montar uma estratégia que não pare por aqui. A D3ECOM pode ajudar a estruturar essa operação com base na nossa experiência real com sellers em todo o Brasil.