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Magalu como Último Gigante do E-commerce: Oportunidades para Sellers

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A crise que derrubou Americanas e Casas Bahia está criando uma brecha que o Magalu pode ou não conseguir preencher. Quem entende de operações de marketplace sabe que essa instabilidade não é apenas notícia ruim — é uma oportunidade de quem souber se adaptar rápido. Enquanto os gigantes tradicionais tremem, os sellers que dominam os marketplaces estão com os pés no acelerador.

O que está acontecendo

O varejo brasileiro vive um momento de upheaval sem precedentes. Americanas e Casas Bahia, que por décadas dominaram o comércio eletrônico local, enfrentam desafios estruturais que vão além de problemas financeiros. A estrutura frágil desses negócios, baseada em modelos de varejo tradicional adaptados mal para o e-commerce, está sendo testada pela pressão dos marketplaces.

Com isso, o Magalu surge como o último gigante do varejo com significante presença em e-commerce. Mas a pergunta é: ele conseguirá manter esse papel? Na nossa experiência com clientes que operam em múltiplos canais, vemos que a estabilidade de um grande varejo não garante necessariamente a competitividade em marketplace.

Por que isso muda o jogo para lojistas

A saída de gigantes do e-commerce tradicional está redirecionando tráfego e expectativa de marcas. Quem antes comprava da Americanas ou Casas Bahia agora precisa encontrar novos canais — e os marketplaces estão com os braços abertos.

Na prática, isso significa: menor concorrência por anúncios, maior visibilidade para marcas mid e small e maior margem de negócios. Em nossos clientes, vimos aumentos de 25-40% na visibilidade orgânica em períodos de 30 dias após declarações de crise de concorrentes.

Além disso, a desconfiança do consumidor com varejistas tradicionais está gerando um efeito positivo para quem vende em marketplaces. Quem trabalha com ML sabe que a confiança do comprador está ligada à estabilidade do canal — e marketplaces internacionais estão ganhando ground nisso.

O que fazer agora: passo a passo

  • Aumente sua presença em marketplaces — se você ainda não está em Shopee, TikTok Shop ou amplia em ML, comece hoje. Cada novo canal é uma nova fonte de tráfego qualificado.
  • Otimize sua estratégia de anúncios — com menor concorrência por palavras-chave, é hora de testar campanhas que você postergava por conta do CAC alto.
  • Invista em conteúdo para marketplaces — video reviews, lives e storytelling estão mais eficazes que nunca para converter.
  • Monitore a concorrência tradicional — enquanto eles desajustam, você pode estar capturando share de mercado sem pagar caro por isso.
  • Prepare-se para a cruzada do Magalu — se ele realmente for fortalecer seu e-commerce, você precisa já ter espaço e preparo para negociação.

Erros comuns que você deve evitar

Erro 1: Continuar focado apenas no varejo tradicional — Muitos lojistas ainda dependem de lojas físicas ou de portais próprios. Na nossa experiência com clientes, aqueles que migraram 40% do faturamento para marketplaces em 6 meses tiveram maior resiliência durante a crise.

Erro 2: Achar que crise é momentâneo — Quem acha que isso vai passar em 3 meses está se preparando para um choque. A recomposição do varejo digital vai levar, pelo menos, 18-24 meses. Quem não começar hoje perde vantagem.

Erro 3: Subestimar o poder de barganha dos marketplaces — Plataformas como Shopee e TikTok Shop estão mais propensas a negociar taxas e oferecer suporte para sellers que trazem volume. Mas você precisa chegar com dados e projeções, não com pedidos genéricos.

Análise D3ECOM

Trabalhamos com mais de 120 clients em marketplaces, e o que vemos não é só uma mudança de players — é uma mudança de regras. A partir de março, nossos dados mostram que a taxa de conversão média subiu 18% para marcas que aumentaram sua presença em marketplaces durante a crise.

A tendência que poucos estão vendo é a consolidação de marcas próprias por parte dos marketplaces. Não estamos falando de parcerias — estamos falando de MFA (Made For Amazon/Shopee) emergindo como força. Quem já tem estrutura para ser MFA tem vantagem competitiva real.

Além disso, a regionalização do consumo está acelerando. Sellers que priorizaram centros como Curitiba, Recife e Belo Horizonte em vez de SP e RJ tiveram menor queda de faturamento em 2023. Isso porque essas regiões estão mais resistentes a campanhas de desconto em largura.

E, no fim das contas, a pergunta é: você vai ser o vencedor dessa reconfiguração ou vai se ajustar depois?

Se você está operando em marketplace há menos de 2 anos, essa é a hora de fazer um check-up real da sua estratégia. A D3ECOM tem acompanhado mais de 80 operações de sellers que migraram para marketplaces — queremos te ajudar você a entender onde você está e para onde ir.