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Movit quer ser referência ibérica no tráfego aéreo para a América Latina

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📰 Fonte: Supply Chain Mag

A portuguesa Movit, que resulta do rebranding da Portir Transitários, em 2025, pretende afirmar-se como uma referência ibérica no tráfego aéreo para a América Latina.

A ambição está plasmada em declarações do novo diretor-geral da Movit Iberia, Diego Díaz, ao Diario del Puerto, que a justifica com o facto de a logística viver um momento de transformação acelerada, marcada pela digitalização, pela sustentabilidade, pela incerteza geopolítica e pela escassez de mão de obra, mas também por um cenário cada vez mais competitivo.

É neste contexto que a empresa pretende avançar com a sua implantação em Espanha, com um crescimento sustentado e uma estratégia centrada no transporte aéreo e na conetividade entre a Europa e a América Latina.

A Movit inicitou a atividade em Madrid há dois anos, contando atualmente com 24 trabalhadores. Abriu, entretanto, escritório em Barcelona, além de possuir equipa em Pamplona e Vigo.

Este crescimento responde, segundo o gestor, a uma rota clara: consolidar a Movit Iberia como plataforma logística especializada no tráfego aéreo e em operações de consolidação para o mercado latino americano.

“O nosso principal negócio é a exportação aérea para a América Latina. Temos oito consolidados semanais nos principais aeroportos latino americanos e uma rede de camiões entre os aeroportos europeus”, afirmou. E, embora o grosso do negócio proceda destas explorações, a empresa pretende equilibrar os fluxos e desenvolver as importações da Ásia.

No cargo desde março último, Diego Díaz deu ainda conta da intenção de reforçar o posicionamento ibérico da firma, não diferenciando Portugal e Espanha, mas, sim, trabalhando ambos os mercados como uma única plataforma logística regional. “Queremos ser uma referência ibérica nos principais tráfegos para a América Latina”, afirmou.

Adiantou que a Movit oferece serviços de consolidação e reetiquetagem em Madrid e em Lisboa, especialmente para mercadorias procedentes da Ásia e com destino a países latino americanos.

O gestor reconheceu ainda, na mesma entrevista, que o contexto no Médio Oriente condiciona as operações: “Ainda não temos grandes volumes desde a Ásia, pelo que é relativamente fácil gerir as incidências”, notou.

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