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Pix domina 42% das transações no e-commerce brasileiro

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O Pix, criado em novembro de 2020, consolidou-se como o método de pagamento mais utilizado no comércio eletrônico brasileiro, respondendo por 42% das transações no setor. Segundo dados do Banco Central do Brasil e reportagem do Giro News, o aumento da adoção do Pix reflete a busca por soluções rápidas, seguras e de baixo custo. Em comparação a 2022, quando representou 35% das transações, o crescimento mostra a preferência dos consumidores por uma alternativa ao dinheiro e cartões de crédito.

O que aconteceu

O Pix tornou-se o principal meio de pagamento em plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, superando métodos tradicionais como boleto bancário e cartões. A facilidade de uso, a liquidificação imediata e a ausência de taxas para os vendedores impulsionaram sua adesão. O Banco Central destacou que o Pix atende a 70% dos brasileiros, com 85% dos usuários realizando pagamentos em lojas virtuais. Plataformas de e-commerce ajustaram seus sistemas para priorizar o Pix, integrando-o como opção padrão no checkout.

Além disso, o crescimento do Pix está ligado à expansão do comércio eletrônico no país, que avançou 23% em 2023. A pandemia acelerou a digitalização das compras, mas a estabilidade do Pix consolidou-se como fator-chave para conversão de vendas. O Giro News aponta que 60% dos vendedores nas três maiores plataformas do Brasil já adotam o Pix como forma de recebimento prioritária.

O que muda para quem vende online

Para sellers, o Pix significa redução de custos operacionais, já que elimina taxas de cartão e antecipa recebimentos. No entanto, exige adaptação a sistemas de gestão que integrem a tecnologia e treinamento para evitar erros na conciliação financeira. Plataformas como Mercado Livre já oferecem ferramentas para automatizar o processo, mas pequenos vendedores enfrentam desafios técnicos.

A concorrência entre as plataformas também se intensificou, com destaque para o Pix como diferencial. Shopee e TikTok Shop investem em integrações com APIs do Banco Central para acelerar o tempo de compensação. Sellers que não adotam o Pix correm o risco de perder conversões, especialmente em categorias como eletrônicos e vestuário, onde a velocidade de pagamento é crucial.

  • Redução de até 30% nos custos de transação em comparação a cartões de crédito.
  • Aumento de 15% na taxa de conversão em lojas que priorizam o Pix no checkout.
  • Necessidade de atualização de sistemas de gestão para evitar falhas na conciliação.

Fique de olho

O Banco Central prevê que o Pix chegará a 50% das transações no e-commerce até 2025, impulsionado por novos recursos como QR Code dinâmico e integração com wallets digitais. Sellers devem monitorar atualizações regulatórias e investir em treinamento para aproveitar ao máximo a ferramenta. A concorrência entre as plataformas também deve ampliar ofertas de suporte técnico para facilitar a adesão.