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Pix equaliza uso de dinheiro vivo no Brasil ao de EUA e Reino Unido

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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, chegou a representar 49,4% das transações de consumo no Brasil em 2023, segundo dados da Cielo. Esse volume fez com que a parcela de dinheiro vivo em circulação caísse para 10,3%, nível semelhante ao dos Estados Unidos (11,2%) e do Reino Unido (9,8%). O avanço do Pix tem sido impulsionado pela rapidez, ausência de tarifas para pessoa física e ampla aceitação em estabelecimentos digitais e físicos.

O que aconteceu

Desde seu lançamento em novembro de 2020, o Pix registrou crescimento exponencial. Em 2023, foram realizados 2,1 bilhões de transações, totalizando R$ 4,3 trilhões movimentados. O Banco Central divulgou que, ao final de 2023, o uso de dinheiro físico recuou 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior, atingindo o menor patamar da história. A queda está associada à migração de consumidores e comerciantes para pagamentos digitais, especialmente em compras online, onde o Pix se consolidou como a principal forma de pagamento.

O motivo desse salto está ligado à estratégia de inclusão financeira do governo, que incentivou a adoção do Pix por micro e pequenos empreendedores, além da integração com plataformas de e‑commerce e marketplaces. O sistema também oferece liquidação em segundos, o que elimina a necessidade de esperar compensações bancárias, tornando‑se mais atrativo que cartões de crédito ou boletos.

O que muda para quem vende online

Para os sellers que operam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a predominância do Pix traz benefícios imediatos: aumento da taxa de conversão, já que o comprador finaliza a compra em poucos cliques, e redução de abandonos de carrinho causados por processos de pagamento complexos. Além disso, a ausência de custos de intermediação para o consumidor pode gerar maior volume de pedidos, especialmente em categorias de baixo ticket.

Entretanto, os lojistas precisam adaptar suas políticas de conciliação financeira, já que o Pix liquida em tempo real, exigindo que o estoque seja atualizado instantaneamente para evitar overselling. Também se abre a oportunidade de oferecer descontos exclusivos para pagamentos via Pix, prática que pode melhorar a margem de lucro e fidelizar clientes.

  • Conversão mais alta devido à rapidez e gratuidade do Pix para o comprador.
  • Necessidade de integração de APIs de conciliação em tempo real para evitar rupturas de estoque.
  • Possibilidade de criar campanhas de desconto exclusivas para pagamentos via Pix, aumentando a competitividade.

Fique de olho

Os próximos passos apontam para a expansão do Pix como método padrão em pagamentos recorrentes e assinaturas, além da introdução do Pix Cobrança com QR Code dinâmico, que pode simplificar ainda mais a experiência de checkout. Os lojistas devem monitorar a evolução das taxas de chargeback, que ainda são baixas, mas podem mudar com o aumento do volume de transações.

Outra tendência importante é a integração do Pix com carteiras digitais e plataformas de fintechs, que podem oferecer crédito instantâneo ao consumidor no momento da compra. Acompanhar esses desenvolvimentos será crucial para manter a competitividade nos marketplaces brasileiros.