📰 Fonte: MobileTime
A receita móvel da TIM teve um aumento de 4,6%, alcançando R$ 6,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, ante R$ 6 bilhões de um ano antes. De acordo com resultado financeiro divulgado na noite desta segunda-feira, 27, o desempenho da operadora foi impulsionado pelo pós-pago, que respondeu por 70% do faturamento, ou R$ 4,4 bilhões.
A receita média por usuário (ARPU) na móvel cresceu 5%, de R$ 32,7 para R$ 34,3, puxado pela migração do pós-pago que cresceu 7% na base, pelo reajuste de preço nas ofertas, pela maior contribuição de novas fontes de receitas (publicidade móvel, dobrou) e pela estabilização dos ganhos no pré-pago com estabilização das recargas. Dito isso:
O churn mensal da operadora ficou praticamente estável, com leve alta de 0,1 ponto percentual, de 2,9% para 3%.
Também vale destacar o aumento de 27% na receita com Internet fixa, de R$ 328 milhões para R$ 416 milhões, em constância com a retomada operacional iniciada no ano passado. Por sua vez, a receita de produtos caiu 1,5%, de R$ 183 milhões para 181 milhões, em um impacto sazonal na venda de equipamentos de IoT, reduzido pelo mix de produtos ofertados.
A receita total da TIM (serviços mais produtos) cresceu 5,5%, de R$ 6,6 bilhões para R$ 6,9 bilhões. Com isso, 91,5% do faturamento vem da móvel, 6% de Internet fixa e 2,5% de produtos.
Se considerar apenas a receita de serviços, o incremento foi de 5,7%, de R$ 6,4 bilhões para R$ 6,7 bilhões. O destaque aqui é o segmento B2B, que cresceu 16%, de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,7 bilhão. Apenas o IoT corporativo gerou R$ 1,25 bilhão de ganho com projetos como expansão para 2 milhões de hectares conectados em Minas Gerais com a CNH, projeto de smart grid em rede privativa com a CPFL e a cobertura de 870 quilômetros de estrada no Mato Grosso do Sul focando em apoiar o agronegócio.
A operadora também compartilhou dados de crescimento no IoT, como:
A companhia ainda destaca que a V8.tech, empresa de tecnologia adquirida recentemente, já colaborou com R$ 102 milhões acumulados em cinco meses de 2026. E que a parceria com a Anthropic deve fortalecer a sua capacidade de entregar soluções corporativas com inteligência artificial.
Outro destaque é o avanço das parcerias da TIM, como aquela com a Cartão de Todos em saúde, que chegou a 288 mil assinaturas acumuladas; a vertical de consórcio com a KSK, que chegou ao seu primeiro milhão de clientes; e a vertical de seguros com a EXA, que teve penetração em 36% das vendas de aparelhos.
A TIM registrou um lucro líquido de R$ 970 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 0,6% ante R$ 975 milhões de um ano antes. O recuo ocorre pelo fato de o segundo trimestre do ano ter sido atípico por dois eventos que alteraram a comparação:
Em complemento, o resultado do segundo trimestre de 2026 foi impactado pelo aumento das despesas com juros pelos efeitos da consolidação da I-Systems, da ordem de R$ 13 milhões.
O lucro operacional (EBIT) cresceu 10%, de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,7 bilhão. O EBITDA cresceu 5%, de R$ 3,3 bilhões para R$ 3,5 bilhões. E os custos operacionais foram impactados principalmente pela consolidação dos M&A recentes (V8 e I-Systems), registrando alta de 6%, de R$ 3,2 bilhões para R$ 3,4 bilhões.
Imagem principal: Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil (divulgação)
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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA