📰 Fonte: MobileTime
O Brasil teve uma queda de 9% em casos de roubos e furtos de celulares, de 909 mil em 2024 para 830 mil em 2025. O resultado foi divulgado pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira, 23, e aponta ainda uma queda na taxa de furto ou roubo por 100 mil habitantes, de 428 ocorrências para 389 registros de handsets subtraídos.
Feito com base em dados das unidades de segurança pública do país, se considerar apenas roubo de aparelhos houve uma queda acentuada de 18,5%, de 377 mil para 308 mil. A taxa por 100 mil habitantes em roubo caiu de 177,7 para 144,7. Mas em furto o Brasil teve um aumento de 1%, de 224,5 para 226,6 em taxas por 100 mil habitantes e de 477 mil para 483,5 mil ocorrências registradas.
Ou seja, seis em dez celulares subtraídos no Brasil são frutos de furtos e quatro em dez são decorrentes de roubos.
Vale explicar, o furto é a subtração de um bem sem violência ou grave ameaça. Já o roubo é a subtração de um bem sob violência ou ameaça.
Há algumas hipóteses para a queda no agregado de roubos e furtos:
No entanto, o FBSP alerta que há uma subnotificação, uma vez que 8,3% da população a partir de 16 anos de idade afirmou que foi vítima de roubo/furto celular, o equivalente a 14 milhões de pessoas segundo pesquisa da FBSP com o Datafolha do começo deste ano.
“É possível supor, portanto, que cerca de 5,7% da população brasileira tenha efetuado o registro deste crime em uma delegacia de polícia. Há aqui um problema de política pública que sugere que a incidência do fenômeno é bem maior do que a capacidade do Estado em registrá-lo e que outras formas que não envolvem as polícias estão sendo adotadas pela população”, diz trecho do relatório.
“Mas independentemente de quais sejam os números exatos desses delitos, o fato é que o celular parece sintetizar uma tendência de pânico em relação à violência urbana e de mudança profunda nos padrões de circulação e consumo do brasileiro, que passou a alterar radicalmente seus hábitos pelo medo da violência. Evitar sair à noite, não levar o celular, deixar de comprar determinados aparelhos passam a ser relatos mais frequentes dos brasileiros que veem sua circulação e liberdade limitados pela expectativa de ser vítima de um crime”, completa o Anuário.
A maioria dos roubos ocorrem de dia de semana (73%) e os furtos, aos finais de semana (34,5%). Por horário, os roubos têm dois picos: 10% entre 5h e 6h e 40% entre 18h e 23h. Em furtos, os picos são: 14,5% das 10h às 12h e 24,5% entre 17h e 20h.
O FBSP credita esse resultado à redução de efetivo das polícias no período noturno, quando é mais fácil para os criminosos evadirem. Agrega-se a isso o fato que as vias públicas são os locais favoritos para os criminosos efetuarem roubos (77%) e furtos (49%).
Sobre gêneros e raça, homens tiveram mais ocorrência de roubo que mulheres com 60% contra 40%. Em furto ficou dividido por igual. Osnegros são as maiores vítimas de roubos (67%) e furtos (57%). Em faixa etária, a população entre 15 e 29 anos de idade concentra 38% das vítimas de roubo. Já o público entre 20 e 39 anos responde por 45% das ocorrências de furto, mas ainda há um índice alto (27,5%) de furto contra pessoas acima de 50 anos.
20 cidades brasileiras com as maiores taxas de roubo e furto por 100 mil habitantes (divulgação)