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Shein e AliExpress ganham força com redução de impostos

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Após a eliminação da taxa de importação para encomendas de até US$ 50, brasileiros retornam em massa às compras internacionais em plataformas como Shein e AliExpress. O detalhe pouco divulgado, no entanto, é que pedidos de até US$ 3 mil também tiveram redução significativa de impostos, segundo dados recentes.

O que aconteceu

A medida, implementada em maio pelo governo brasileiro, zerou o imposto de importação para produtos com valor inferior a US$ 50. O que muitos não perceberam é que a faixa de US$ 50 a US$ 3 mil também foi beneficiada: a alíquota caiu de 60% para 50%. Essa mudança surgiu como resposta ao aumento do contrabando e à necessidade de formalizar o comércio exterior, permitindo que consumidores comprissem de forma legal com custos mais competitivos.

A redução impactou diretamente o mercado de e-commerce global, com plataformas chinesas como Shein e AliExpress liderando o movimento de retomada. Dados da consultoria Ebit|Nielsen mostram que 68% dos consumidores brasileiros já realizaram compras internacionais em 2023, com destaque para vestuário e eletrônicos. A queda nos custos de importação eliminou uma barreira histórica para o comércio online transfronteiriço.

O que muda para quem vende online

Para vendedores brasileiros em plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, o cenário exige readequação estratégica. A concorrência direta com produtos internacionais de menor custo tende a se intensificar, especialmente em categorias como moda e acessórios, onde as chineses dominam o preço. Lojistas nacionais precisarão reforçar diferenciais como logística ágil, atendimento personalizado e produtos com marca local.

Além disso, a redução de impostos pode acirrar a guerra de descontos, exigindo maior agilidade na precificação e gestão de estoque. Sellers devem monitorar constantemente as políticas de cada plataforma para evitar sobrecustos com frete e taxas operacionais.

  • Aumento da pressão sobre margens de lucro devido à concorrência com preços internacionais
  • Necessidade de otimizar logística para reduzir prazos de entrega e competir com marketplaces globais
  • Demanda por estratégias de comunicação que valorizam produtos e serviços locais

Fique de olho

Próximos passos incluem possíveis ajustes na legislação fiscal pelo governo, que pode rever os prazos ou valores das faixas isentas. Lojistas devem acompanhar de perto mudanças na Receita Federal e nas políticas das próprias plataformas, além de investir em ferramentas de precificação dinâmica para se adaptar às flutuações de demanda e custos.

A tendência de crescimento do cross-border commerce deve se manter, mas com foco em produtos de maior valor agregado. Empresas que combinam preços competitivos com experiência de compra única terão vantagem competitiva no novo cenário.