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Shein e AliExpress recuperam vendas após fim da taxa de US$50 e redução de impostos até US$3 mil

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Com a revogação da taxa de importação de US$ 50, os consumidores brasileiros voltaram a comprar em plataformas como Shein e AliExpress, registrando um aumento de 27% nas ordens nos últimos 30 dias. O que poucos notaram é que a medida também reduziu os impostos para encomendas de até US$ 3 mil, ampliando o leque de produtos elegíveis ao benefício. Essa mudança afeta diretamente o fluxo de mercadorias importadas e gera novas oportunidades para os sellers que atuam nos marketplaces nacionais.

O que aconteceu

Em 24 de maio de 2026, o governo federal anunciou a extinção da taxa de 60% cobrada sobre compras internacionais na faixa de até US$ 50, medida que havia sido implementada em 2022 para conter o déficit da balança comercial. A decisão foi tomada após pressão de associações de varejo e de consumidores, que apontavam a taxa como um obstáculo ao comércio eletrônico transfronteiriço. Simultaneamente, o Ministério da Fazenda reduziu a alíquota do Imposto de Importação para mercadorias entre US$ 500 e US$ 3 mil, passando de 60% para 30%.

A mudança beneficia tanto compradores quanto vendedores. Enquanto os consumidores desfrutam de preços mais competitivos, os lojistas que importam estoque ou utilizam o modelo de dropshipping ganham margem de lucro maior e menor risco de devoluções por custo inesperado de tributos. A medida tem validade nacional, mas sua aplicação prática depende da correta classificação da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) e do valor declarado na fatura.

O que muda para quem vende online

Para os sellers que operam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a redução de impostos abre a porta para ampliar o portfólio com produtos de maior valor agregado, como eletrônicos, acessórios de moda e equipamentos de casa inteligente, sem que o preço final perca competitividade. Além disso, a previsibilidade tributária permite planejar campanhas de frete grátis ou descontos mais agressivos, já que o custo adicional de importação ficou mais estável.

Outro ponto crucial é a necessidade de adequar a rotina de compliance: a declaração correta dos valores e a escolha da classificação fiscal adequada evitam autuações e garantem que a alíquota reduzida seja aplicada. Os marketplaces já oferecem ferramentas de cálculo de impostos integradas, mas os vendedores precisam validar as informações antes de publicar os anúncios.

  • Ampliação do mix de produtos com margem maior devido à alíquota de 30% para até US$ 3 mil.
  • Maior competitividade nos preços finais, possibilitando promoções de frete grátis.
  • Necessidade de revisão de processos de classificação fiscal e declaração de valor para garantir o benefício.

Fique de olho

Analistas apontam que a medida pode ser temporária e sujeita a ajustes conforme a arrecadação tributária evolua. É essencial monitorar possíveis alterações nas faixas de isenção e nas alíquotas, bem como a eventual criação de novos regimes especiais para e‑commerce. Além disso, a demanda crescente por produtos importados pode pressionar os prazos de entrega das transportadoras, exigindo que os sellers mantenham um controle rígido de estoque e prazos de reposição.

Os lojistas devem acompanhar as atualizações da Receita Federal, participar de webinars de compliance e testar diferentes estratégias de precificação para aproveitar ao máximo a redução de impostos, garantindo crescimento sustentável em um cenário de competitividade internacional cada vez mais acirrada.