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Shein, Shopee e AliExpress encerram a ‘taxa das blusinhas’ e alteram regras de importação

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As plataformas de comércio eletrônico Shein, Shopee e AliExpress enviaram avisos aos consumidores brasileiros informando o fim da chamada “taxa das blusinhas”, que vinha sendo cobrada de forma automática nas compras de baixo valor. A mudança ocorre após a Receita Federal intensificar a fiscalização de encomendas abaixo de US$ 50, que antes eram isentas de tributos. Segundo dados da CBN, a medida pode impactar cerca de 30 milhões de pedidos mensais, representando um volume de quase R$ 2,5 bilhões em vendas transfronteiriças.

O que aconteceu

Em 28 de maio de 2026, as três gigantes do e‑commerce anunciaram, por meio de e‑mail e notificações nos aplicativos, que a cobrança automática de ICMS e Imposto de Importação para produtos com valor inferior a US$ 50 será suspensa a partir de 1º de julho. A decisão segue a resolução da Receita Federal que passou a exigir o pagamento de tributos em todas as faixas de preço, eliminando a isenção que gerava a “taxa das blusinhas” — termo popular para a pequena taxa que aparecia ao final da compra.

Shein, Shopee e AliExpress reforçaram que o novo procedimento exigirá que o comprador autorize o pagamento dos impostos no checkout, o que pode aumentar o tempo de finalização da compra. As plataformas também divulgaram que investirão em ferramentas de cálculo de tributos em tempo real, para evitar surpresas ao consumidor.

O motivo oficial das mudanças é a necessidade de alinhar as práticas de comércio eletrônico às normas de arrecadação tributária, evitando perdas de receita para os estados e para a União. A medida também visa coibir a prática de subfaturamento e de uso de códigos de classificação fiscal inadequados por parte de alguns vendedores.

O que muda para quem vende online

Para os sellers brasileiros que utilizam marketplaces como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a alteração traz desafios operacionais. Primeiro, será imprescindível ajustar o preço final dos produtos, já que o custo tributário passará a ser repassado ao consumidor. Em segundo lugar, os vendedores precisarão atualizar suas descrições e políticas de frete para incluir informações claras sobre a cobrança de impostos.

Além disso, a necessidade de integrar sistemas de cálculo de tributos pode gerar despesas adicionais com softwares ou serviços de compliance. A transparência na comunicação com o cliente torna‑se ainda mais crucial para evitar carrinhos abandonados por dúvidas sobre o valor final.

  • Revisão de precificação para incluir ICMS e Imposto de Importação.
  • Atualização de políticas de frete e termos de venda com clareza sobre tributos.
  • Investimento em ferramentas de cálculo automático de impostos.

Fique de olho

Especialistas apontam que a medida pode ser apenas a primeira de uma série de ajustes regulatórios no comércio eletrônico transfronteiriço. A expectativa é que, nos próximos meses, a Receita Federal amplie a exigência de documentos de comprovação de valor e origem, o que exigirá ainda mais rigor dos vendedores.

Os lojistas devem monitorar as atualizações das plataformas e acompanhar as orientações da Receita, bem como testar continuamente a experiência de checkout para minimizar a taxa de abandono. Estratégias como a oferta de frete grátis acima de determinado valor ou a absorção parcial dos impostos podem se tornar diferenciais competitivos.