Em 2026, a chamada “taxa da blusinha” já arrecadou mais de R$ 1,8 bilhão ao Tesouro Nacional, segundo dados divulgados pelo Tribuna do Sertão. A medida, que visa ampliar a base de arrecadação de impostos sobre comércio eletrônico, tem impactado diretamente o cenário de vendas online no Brasil. A cifra demonstra a magnitude das contribuições coletadas de pequenas e médias empresas que operam em marketplaces como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop.
O que aconteceu
A iniciativa foi criada em 2024, quando o governo federal introduziu uma taxa adicional de 2,5% sobre o valor das vendas realizadas por vendedores de roupas e acessórios em plataformas digitais. A taxa, denominada popularmente de “blusinha”, passou a ser descontada automaticamente pelo marketplace antes da liberação do pagamento ao vendedor. Em 2025, o valor arrecadado atingiu R$ 1,2 bilhão, e em 2026 o total acumulado ultrapassou a marca de R$ 1,8 bilhão, conforme relatório do Tesouro Nacional.
O impacto foi imediato: os marketplaces tiveram que ajustar seus sistemas de pagamento e comunicação com os vendedores para garantir a correta aplicação da taxa. A Receita Federal também intensificou a fiscalização, exigindo que os sellers apresentem comprovantes de pagamento e mantenham seus registros fiscais atualizados. A medida foi justificada pelo governo como uma forma de reduzir a informalidade e ampliar a base tributária do comércio eletrônico.
O que muda para quem vende online
Para os sellers brasileiros, a taxa da blusinha implica em redução da margem de lucro, especialmente para aqueles que dependem de margens estreitas. Além disso, a necessidade de manter registros fiscais mais rigorosos pode aumentar os custos administrativos. Por outro lado, a taxa pode fortalecer a credibilidade dos marketplaces, ao garantir maior transparência nas transações.
Os sellers que operam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop devem revisar seus planos de preços, considerar ajustes nas estratégias de precificação e avaliar a possibilidade de repassar parte da taxa aos consumidores, desde que em conformidade com a legislação vigente.
- Redução de margem em até 2,5% do valor da venda
- Obrigatoriedade de emissão de notas fiscais eletrônicas
- Aumento de auditorias e fiscalização por parte da Receita Federal
Fique de olho
Especialistas apontam que o governo pode ampliar a taxa para outros segmentos, como calçados e eletrônicos, nos próximos anos. Além disso, há planos de integrar a cobrança de “blusinha” com o sistema de pagamentos dos marketplaces, o que pode simplificar o processo, mas também exigir adaptações tecnológicas.
Os lojistas devem acompanhar de perto as mudanças na legislação tributária e participar de fóruns de discussão oferecidos pelos marketplaces para entender como otimizar suas operações e manter a competitividade no mercado digital brasileiro.