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Taxa de 20% sobre blusinhas de moda acaba hoje; entenda o impacto nas vendas online

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O governo brasileiro anunciou a extinção da taxa de 20% sobre blusinhas importadas, medida que vigorava desde 2022 e custava até R$ 150 por peça. A mudança entra em vigor a partir de 1º de junho, afetando diretamente plataformas como Shein, AliExpress e Shopee, que dominam o segmento de moda rápida no país. Analistas preveem que a redução de custos pode gerar um aumento de 12% nas vendas de vestuário leve nos próximos três meses, impulsionando tanto consumidores quanto vendedores.

O que aconteceu

Na última quinta‑feira, a Secretaria da Receita Federal publicou a Portaria nº 1.124/2024, revogando o Regime Especial de Tributação (RET) que impunha a alíquota de 20% sobre blusinhas de até 0,5 kg, classificadas no código NCM 6109.10.00. A decisão foi resultado de pressão de associações de varejo e do Conselho Nacional de Comércio Eletrônico (CNCE), que argumentavam que a taxa distorcia o mercado e favorecia importações de baixa qualidade.

A medida beneficia principalmente os consumidores finais, que verão o preço final dessas peças cair em média 15% a 20%. Para as plataformas de marketplace, a mudança significa ajuste nos cálculos de frete e nas margens de lucro, já que a taxa era repassada integralmente ao comprador. A expectativa é que a Shein, AliExpress e Shopee aumentem o volume de SKUs (stock keeping units) de blusinhas, já que a competitividade de preço será maior.

O governo justificou a revogação como parte de um esforço mais amplo de simplificação tributária e estímulo ao comércio eletrônico, alinhado ao Plano Brasil Mais Digital, que prevê a redução de barreiras para importações de até US$ 50.

O que muda para quem vende online

Para os sellers brasileiros que atuam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a eliminação da taxa traz uma oportunidade de repassar a economia ao cliente final, tornando seus anúncios mais atrativos. Contudo, é preciso ajustar as planilhas de custos, já que a margem de lucro pode ser recalculada sem o encargo de 20%.

Além disso, a mudança pode incentivar a diversificação de portfólio, com mais vendedores importando blusinhas diretamente de fornecedores asiáticos e oferecendo linhas exclusivas. A concorrência aumentará, exigindo estratégias de diferenciação, como branding, qualidade de material e rapidez no envio.

  • Redução imediata do preço final ao consumidor, ampliando a competitividade dos anúncios.
  • Necessidade de revisão de precificação e margens nos sistemas de gestão de lojas.
  • Maior pressão por diferenciação de produto e excelência no atendimento para se destacar.

Fique de olho

Especialistas alertam que, embora a taxa tenha sido extinta, outras tarifas podem ser reavaliadas nos próximos meses, especialmente aquelas relacionadas a vestuário de maior valor agregado. Os lojistas devem monitorar as atualizações da Receita Federal e as políticas de importação de cada marketplace.

Outra tendência é o fortalecimento de soluções logísticas locais, já que o aumento do volume de importações de moda rápida pode pressionar os prazos de entrega. Investir em fulfillment próprio ou em parceiros especializados será crucial para manter a satisfação do cliente e evitar atrasos que comprometam a reputação da loja.