O governo federal acabou de anunciar que pretende retirar a taxa de importação sobre produtos importados, uma medida que pode mudar radicalmente o cenário das marketplaces brasileiras. Sellers que importam mercadorias da China para vender na Shopee, na Shein ou na AliExpress já sentem o impacto imediato nas margens de lucro. Se a isenção se concretizar, o custo das mercadorias pode cair entre 10% e 25%, abrindo espaço para preços mais competitivos e maior volume de vendas.
O que está acontecendo
Nos últimos meses, o debate sobre a “Taxa de Importação” (II) tem ganhado força nas reuniões do Ministério da Economia e na imprensa especializada. O plano de Lula prevê a eliminação parcial da alíquota para produtos com valor de até US$ 50, o que beneficia sobretudo os vendedores que trazem itens de baixa e média valorização, como roupas, acessórios e eletrônicos de consumo. Empresas como a Shein, que já opera como plataforma de fast‑fashion, e a AliExpress, que depende de um fluxo constante de produtos chineses, estão monitorando a situação de perto. Enquanto isso, a Shopee, que permite que seus vendedores importem diretamente, vê nos bastidores um aumento na demanda por serviços de logística e confer confer.
Do ponto de vista regulatório, a medida ainda precisa passar por aprovação no Congresso e definir os critérios de classificação dos produtos. Contudo, a expectativa é de que, assim que a norma entrar em vigor, haja uma redução imediata nos custos de desembaraço aduaneiro, o que deve refletir nas tarifas de frete cobradas pelos operadores logísticos. Sellers que já utilizam soluções de consolidação de carga podem aproveitar a queda de preços para ampliar seus lotes de estoque sem comprometer a rentabilidade.