O Fórum E-commerce Brasil 2026, realizado em São Paulo, reuniu especialistas do setor para discutir os desafios e oportunidades do ecossistema digital no país. A WPP Commerce, consultoria especializada em estratégias digitais, destacou a importância de adaptação às novas tecnologias, como inteligência artificial e realidade aumentada, para impulsionar vendas e experiências do consumidor. O evento, que atraiu mais de 10 mil participantes, serviu como palco para projeções sobre o crescimento do comércio eletrônico no Brasil, com previsões de expansão de 25% ao ano até 2030. Lojistas, marcas e plataformas avaliaram estratégias para enfrentar a concorrência global e atender às demandas de um público cada vez mais exigente.
O que aconteceu
Durante o evento, a WPP Commerce apresentou um estudo sobre o futuro do e-commerce, destacando a integração de soluções tecnológicas para personalizar a jornada de compra. A empresa enfatizou a necessidade de lojistas adotarem ferramentas de análise de dados em tempo real, automação de processos e sustentabilidade como pilares para se destacar no mercado. A palestra contou com a participação de executivos de grandes plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, que compartilharam suas estratégias para o próximo ciclo de crescimento.
O encontro também abordou temas como regulamentação de dados, logística reversa e o impacto das redes sociais na decisão de compra. A WPP Commerce destacou que 70% dos consumidores brasileiros já utilizam IA em suas interações com marcas, mas apenas 30% das empresas estão preparadas para escalar essas soluções. O debate serviu para reforçar a urgência de investir em capacitação e infraestrutura para acompanhar a evolução do setor.
O que muda para quem vende online
Para sellers brasileiros, a projeção da WPP Commerce implica uma redefinição de estratégias, especialmente nas maiores plataformas do país. No Mercado Livre, por exemplo, a integração de chatbots e sistemas de recomendação personalizada pode reduzir custos operacionais e aumentar a taxa de conversão. Já no Shopee e TikTok Shop, a ênfase em conteúdo interativo e campanhas baseadas em IA exigirá que os vendedores dominem ferramentas de análise de comportamento do consumidor.
Além disso, a pressão por práticas sustentáveis e a transparência na cadeia de suprimentos se tornarão diferenciais competitivos. Lojistas que não se adequarem a essas demandas correm o risco de perder espaço para concorrentes mais ágeis e alinhados às expectativas do mercado. A WPP Commerce recomenda que sellers já estejam preparando equipes e processos para adotar essas mudanças de forma gradual.
- Aumento da personalização de produtos e serviços via IA
- Exigência de transparência em logística e sustentabilidade
- Integração de canais físicos e digitais para experiência omnichannel
Fique de olho
As próximas semanas serão decisivas para que sellers monitorarem as atualizações de políticas das plataformas e investam em treinamentos técnicos. A WPP Commerce indica que o uso de realidade aumentada e realidade virtual nas lojas virtuais deve ganhar força em 2026, exigindo adaptação de catálogos e estratégias de marketing. Além disso, a regulamentação de dados no Brasil, que deve avançar no próximo ano, exigirá que empresas ajustem suas práticas de coleta e uso de informações do consumidor.
Para não perder o ritmo, lojistas devem acompanhar inovações em logística, como entregas em até 24 horas e soluções de armazenagem compartilhada. O Fórum E-commerce Brasil 2026 reforçou que o sucesso no setor depende da capacidade de transformar dados em ações práticas, garantindo eficiência e vantagem competitiva.