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Americanas reduz prejuízo para R$ 329 mi no 1º tri ao apostar em lojas físicas

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No primeiro trimestre de 2024, a Americanas (parte do Grupo B2W) reduziu seu prejuízo para R$ 329 milhões, um marco que evidencia a estratégia de reestruturação e foco em lojas físicas. A empresa ainda registra perdas de R$ 1,5 bilhão no ano, mas o resultado trimestral sugere que a combinação de vendas online e físicas pode gerar sinergias. A queda foi impulsionada por promoções de fim de ano e pela expansão de pontos de venda em cidades de médio porte.

O que aconteceu

Em 8 de abril, a Americanas divulgou seu relatório trimestral, revelando um resultado de R$ 329 milhões de prejuízo líquido, o menor desde 2021. O grupo, que faz parte do conglomerado B2W Digital, vende produtos que vão de eletrônicos a artigos de decoração, e tem investido em lojas físicas em cidades de médio porte, como Ribeirão Preto e Goiânia. A estratégia visa capturar consumidores que ainda preferem experimentar produtos antes de comprar, além de reduzir custos logísticos por meio de cross‑shipping entre lojas e centros de distribuição.

O resultado negativo, porém menor, foi fruto de uma combinação de fatores: a retomada das vendas online pós‑pandemia, a redução de custos operacionais em marketplaces e a diversificação de canais de venda. A receita total do trimestre foi de R$ 5,8 bilhões, com crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Americanas também anunciou a reestruturação de sua logística, com a abertura de 12 novos centros de distribuição em 2024.

O que muda para quem vende online

Para sellers que atuam no Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a estratégia da Americanas pode trazer lições valiosas. Em primeiro lugar, a integração entre lojas físicas e digitais pode reduzir custos de envio, pois os vendedores podem aproveitar os pontos de retirada já existentes. Em segundo lugar, a aposta em promoções de fim de ano pode indicar que os consumidores estão mais sensíveis a descontos e ofertas exclusivas, incentivando os sellers a ajustar suas políticas de preço.

Além disso, a presença física pode melhorar a confiança do cliente, algo que os marketplaces já incentivam por meio de programas de garantia e devolução. Sellers que conseguem oferecer opções de retirada local ou de troca em loja física podem aumentar a taxa de conversão e reduzir o custo de aquisição de clientes.

  • Redução de custos de envio ao aproveitar pontos de retirada físicos.
  • Maior competitividade com promoções de fim de ano.
  • Melhoria na confiança do consumidor com opções de troca local.

Fique de olho

Os lojistas devem observar a evolução das políticas de integração entre lojas físicas e marketplaces. A Americanas tem testado modelos de “click & collect” que podem ser adotados por pequenos e médios vendedores. Também é importante monitorar as mudanças nas taxas de comissão dos marketplaces, que podem ser ajustadas para incentivar a venda em canais físicos.

Além disso, a tendência de retorno ao varejo físico, impulsionada por experiências de compra personalizadas, pode levar os marketplaces a oferecerem mais ferramentas de omnichannel. Sellers que investirem em software de gestão que una pedidos online e físicos estarão mais bem posicionados para aproveitar essa transição.