Brasileiros retomaram o consumo de compras internacionais na Shein e AliExpress após o fim da taxa de importação de 60% sobre mercadorias de até US$ 50, medida implementada em 2023. No entanto, uma cláusula menos divulgada da reforma aduaneira ampliou a isenção para encomendas de até US$ 3 mil, o que pode impulsionar ainda mais o comércio eletrônico global no país.
O que aconteceu
Com a redução dos impostos, plataformas como Shein e AliExpress voltaram a ser atrativas para compras internacionais, especialmente entre consumidores que buscam preços mais baixos e variedade de produtos. A mudança ocorreu após anos de críticas à alta tributação de importações, que deixava muitos produtos internacionais 2 a 3 vezes mais caros no Brasil. A decisão do governo, que entrou em vigor em 2023, foi vista como um estímulo ao comércio digital e ao consumo de eletrônicos, roupas e acessórios.
O detalhe pouco divulgado é que a isenção de impostos foi estendida para produtos com valor até US$ 3 mil, o que permite que pacotes maiores, como eletrônicos, móveis e itens de decoração, sejam importados sem taxas elevadas. A medida, segundo especialistas, visa estimular o turismo e o consumo de serviços internacionais, além de facilitar a entrada de produtos para pequenos empreendedores que compram materiais de fabricação no exterior.
O que muda para quem vende online
Para vendedores brasileiros nas plataformas Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a redução de impostos pode significar novas oportunidades de negócio. Empresas que importam materiais para produzir produtos podem reduzir custos, tornando seus itens mais competitivos. Além disso, o crescimento do consumo internacional pode aumentar a demanda por serviços de exportação, como tradução e logística internacional.
- Redução de custos de produção para quem importa insumos;
- Aumento da demanda por serviços de exportação;
- Necessidade de adaptação às novas regras de importação e documentação;
Fique de olho
Embora a medida seja vista como positiva, especialistas alertam para a possibilidade de ajustes regulatórios. O governo pode revisar os valores de isenção ou introduzir novas regras para evitar abusos. Além disso, a pressão por maior fiscalização de importações pode levar a uma maior burocracia para pequenos vendedores que buscam lucrar com o comércio internacional.
Lojistas devem monitorar as atualizações do Sabesp (Sistema de Informações de Importação e Exportação) e acompanhar mudanças nas regras de alfândega. A tendência é que o Brasil continue sendo um mercado estratégico para plataformas internacionais, mas o sucesso dependerá da manutenção de políticas fiscais estáveis e da simplificação dos processos de importação.