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Citi reduz recomendação de Mercado Livre após resultados do 1T26

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A Citi reduziu a recomendação para a Mercado Livre (MELI) de “Comprar” para “Manter”, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. A ação da corretora foi motivada por marginais de lucro abaixo do esperado, desafios no mercado brasileiro e preocupações com a competição crescente de plataformas como Shopee e TikTok Shop. Apesar do crescimento de 15% no faturamento total, para US$ 3,2 bilhões, os EBITDA ajustados recuaram 8% em relação ao mesmo período de 2025, sinalizando pressões sobre custos e eficiência operacional.

O que aconteceu

A corretora Citi alterou a perspectiva da ação de “Alta” para “Neutra”, destacando que os resultados do 1T26 revelaram desafios estruturais para a Mercado Livre, especialmente no Brasil, onde o crescimento das vendas foi de 9%, abaixo da média global. O banco apontou que a pressão sobre os custos de operações e a necessidade de investimentos em logística e tecnologia estão impactando a rentabilidade da empresa. Além disso, a Citi destacou a intensa competição no mercado local, com a Shopee e o TikTok Shop ganhando participação com estratégias agressivas de preços e promoções.

O analista responsável pela recomendação destacou que a Mercado Livre enfrenta um dilema entre expandir sua base de usuários e manter a margem de lucro. Para 2026, a corretora revisou para baixo suas projeções de EBITDA, esperando um recuo de 5% a 10% em relação a 2025. Apesar disso, a Citi manteve a estimativa de preço-alvo de US$ 1.200 por ação, considerando o potencial de crescimento de longo prazo da empresa.

O que muda para quem vende online

A redução da recomendação da Citi pode gerar impacto indireto sobre os vendedores que utilizam o Mercado Livre como canal de vendas. A incertezas sobre a rentabilidade da plataforma podem levar a uma revisão de taxas de comissão ou redução de benefícios para lojistas. Além disso, a competição crescente exige que os vendedores se adaptem a novas estratégias de marketing e otimização de preços.

  • Redução de margens: A pressão sobre a rentabilidade da Mercado Livre pode resultar em cortes nas comissões cobradas dos vendedores ou em menos recursos para programas de marketing e divulgação.
  • Diversificação de canais: Vendedores devem repensar sua dependência única da plataforma e explorar alternativas como Shopee, TikTok Shop e canais próprios para reduzir riscos.
  • Invesção em eficiência: Com a necessidade de otimizar custos, os lojistas devem focar em logística ágil, gestão de estoque e análise de dados para competir com preços mais baixos.

Fique de olho

Os próximos meses serão cruciais para monitorar os resultados da Mercado Livre no segundo trimestre e a resposta às ações dos concorrentes. A empresa deve priorizar a melhoria de suas margens, especialmente no Brasil, enquanto vê o impacto da redução da recomendação da Citi nos mercados de capitais. Vendedores devem acompanhar as políticas de taxas e benefícios oferecidos pelas plataformas, além de explorar parcerias estratégicas para enfrentar a competição global.