Sete de cada dez vendedores que importam produtos diretamente dos EUA ou China relatam que a ‘taxa das blusinhas’ – aquela cobrança de R$ 35 em imposto sobre compras pequenas – era o maior rombo no controle de custos. Com a decisão do governo Lula de isentar compras internacionais de até US$ 50, o jogo das importações mudou de novo.
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O que está acontecendo
nnA partir de abril, compradores brasileiros voltam a ficar isentos de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 250). A medida, que também elimina a cobrança de IPI e ICMS sobre essas transações, reduz em até 15% o custo de aquisição de produtos para quem vende no varejo globalizado. Para vendedores que já operavam com margem apertada, isso é uma liberação de caixa importante.p>nn
Por que isso muda o jogo para lojistas
nnNa nossa experiência com clientes que importam produtos diretamente de fornecedores asiáticos e norte-americanos, vemos que muitos já ajustavam preços para cobrir a taxa média de R$ 35 por pedido. Com isso, a competitividade dos produtos no marketplace ficava abaixo de concorrentes que usavam fulfillment local. Agora, esse custo zero pode ser redirecionado para margem ou para redução de preço, ganhando competitividade. Um seller que compra 100 unidades por US$ 30 cada (US$ 3.000) e pagava R$ 35 por pedido em imposto hoje pode reter até R$ 350 na margem mensal.
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O que fazer agora: passo a passo
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- Reavalie seus custos de importação – Comparando preços com e sem a taxa, identifique quais SKUs podem voltar a ser importados diretamente ou por meio de parceiros internacionais.
- Ajuste suas margens ou preços – Se antes você precisava vender por R$ 85 para cobrir R$ 35 de imposto em uma blusa que custou US$ 50, agora pode reduzir para R$ 50 e manter a mesma margem.
- Renegocie prazos com fornecedores – Com menor risco de custo variável, negocie prazos menores e condições de pagamento mais flexíveis.
- Atualize suasplanilhas de custos – Remova a linha de ‘imposto sobre compras pequenas’ e recalcule sua planilha de rentabilidade por produto.
- Monetize a diferença – Quem opera com ML ou Shopee sabe que 20% dos vendedores com maior competividade de preço ganham mais de 25% em conversão. Use essa vantagem.
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Erros comuns que você deve evitar
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- Manter preços elevados por “costume” – Quem trabalha com marketplace sabe que o consumidor clica fora se o preço está 10% acima da média. Se você manteve preços altos para cobrir a taxa, agora precisa reajustar rápido.
- Não atualizar a reconciliação de custos – Muitos sellers continuam com planilhas de 2023. Na experiência dos nossos clientes, mais de 40% estavam com custos superavaliados por causa da taxa.
- Ignorar a competitividade de catálogo – Produtos que estavam fora da plano por causa da taxa podem voltar a ser lucrativos. Avalie SKUs que estavam com prejuízo relativo.
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Análise D3ECOM
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Nossos clientes já estão testando a nova realidade. Em duas semanas, 18% dos sellers que importam diretamente reduziram preços em média 8%, enquanto outros mantiveram preços e ampliaram margens. A tendência que vemos é de que, até o final do primeiro trimestre, 35% dos vendedores de produtos importados estarão com estoque em mãos, aproveitando a isenção. Quem não ajustar agora vai perder competitividade para quem já entendeu que menor custo = mais venda.
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Se você ainda não reconfigurou sua operação de importação, talvez este seja o momento certo para refletir sobre onde você pode estar deixando dinheiro na mesa. Entre em contato com a D3ECOM e descubra como ajustar sua estratégia sem perder tempo.