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SCM Circle estreia-se já a 3 de setembro

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📰 Fonte: Supply Chain Mag

Visibilidade e pontos cegos dos fluxos logísticos, planeamento e licenciamento de centros logísticos, risco de fornecedores, operações b2c e construção de cadeias de abastecimento resilientes são os temas que vão estar à mesa na estreia do SCM Circle. O novo encontro da Supply Chain Magazine realiza-se já no dia 3 de setembro, em Bucelas, num formato reservado, informal e sem apresentações, onde todos são convidados a participar na conversa.

A rentrée da Supply Chain Magazine começa este ano à volta da mesa. Não uma, mas várias. Já na próxima quinta-feira, 3 de setembro, entre as 18h30 e as 20h30, a Casa de Nossa Senhora da Paciência, em Bucelas, recebe a primeira edição do SCM Circle.

O novo conceito de encontro executivo foi criado para abrir espaço a conversas que dificilmente se desenvolvem com a mesma profundidade num auditório. Não haverá palco, microfones ou apresentações comerciais e em cada round table, um grupo com um máximo de 12 participantes irá discutir um desafio concreto, comparar experiências e procurar respostas para problemas que atravessam atualmente as organizações.

Uma das conversas irá centrar-se na visibilidade e nos pontos cegos dos fluxos das operações logísticas. Ativos em constante circulação, tempos de procura, recursos cuja localização ou disponibilidade não é conhecida em tempo real e decisões tomadas com informação incompleta fazem parte de uma realidade que continua a gerar ineficiências e custos difíceis de medir.

Quanto custa operar sem saber exatamente onde estão os ativos? Que impacto tem essa falta de visibilidade na utilização dos recursos, na produtividade e na capacidade de resposta? E que valor pode ser criado quando esses movimentos passam a ser conhecidos e acompanhados?

Na round table conduzida pela Azitek, o objetivo será olhar para além da tecnologia e discutir o impacto concreto da visibilidade na otimização dos processos, na eliminação de custos e até na criação de oportunidades de negócio, bem como o potencial do rastreamento IoT.

Os modelos de planeamento e licenciamento de centros logísticos estarão também em discussão. Num momento em que as empresas procuram localizações capazes de responder às exigências das suas operações, a disponibilidade de terrenos não é o único fator a considerar. O enquadramento dos Planos Diretores Municipais, os processos de licenciamento, os acessos, a infraestrutura e o tempo necessário para concretizar um investimento podem determinar a sua viabilidade.

Como conciliar planeamento territorial, desenvolvimento económico e competitividade? Conseguem os instrumentos de ordenamento acompanhar a velocidade a que evoluem as necessidades da indústria e da logística? E como evitar que a distância entre a decisão de investir e a possibilidade de construir afaste projetos ou comprometa a expansão das empresas?

A mesa que tem a VGP como conversation host irá colocar à conversa as diferentes dimensões deste desafio, procurando perceber de que forma o planeamento e o licenciamento podem responder às novas necessidades dos centros logísticos e apoiar o investimento.

Outro dos temas será a importância do sourcing e da avaliação do risco dos fornecedores nos processos de compra. Num contexto marcado por instabilidade geopolítica, volatilidade, ruturas e dependências geográficas, otimizar apenas o preço pode significar ignorar uma parte decisiva do custo, e da exposição, associada a cada fornecedor.

Que variáveis devem entrar numa decisão de compra? Como avaliar o risco financeiro, operacional ou geográfico antes de uma falha chegar à cadeia de abastecimento? E até que ponto as empresas dispõem de informação suficiente para comparar fornecedores para além do preço apresentado?

Sob o tema “Comprar num mundo instável: quantificar o risco de fornecedores em vez de otimizar só o preço”, a Conexus Supply irá conduzir uma conversa sobre a integração do risco nas decisões de sourcing e sobre a necessidade de encontrar um equilíbrio entre custo, continuidade e segurança do abastecimento.

O crescimento do business-to-consumer não aumenta apenas o número de encomendas, muda também o perfil da operação: os pedidos tornam-se mais pequenos e numerosos, as referências multiplicam-se, os prazos encurtam e cresce a pressão sobre o picking, a preparação, a expedição e as devoluções. Ao mesmo tempo, o cliente espera rapidez, visibilidade e entregas sem erros.

Na round table conduzida Tecnibite/XLOG, os participantes serão convidados a discutir como adaptar processos, tecnologia e organização do armazém a uma operação B2C mais fragmentada, exigente e difícil de prever. Estará o armazém preparado para absorver esta pressão sem comprometer a produtividade, os custos e a qualidade do serviço?

O papel das pessoas, da tecnologia e dos modelos operacionais na construção de cadeias de abastecimento verdadeiramente resilientes completa o conjunto de desafios desta primeira edição.

A tecnologia permite recolher mais informação, antecipar cenários e acelerar decisões. Mas nenhuma ferramenta garante, por si só, que uma organização consiga responder quando a realidade se afasta do plano. Ao mesmo tempo, a escassez de competências, a dificuldade em reter talento e a necessidade de adaptar rapidamente os modelos operacionais aumentam a pressão sobre as equipas.

A questão que a Adecco irá trazer para a mesa é precisamente essa: o que torna uma supply chain verdadeiramente resiliente: talento, tecnologia ou capacidade de execução?

Mais do que escolher um destes elementos, a conversa irá procurar perceber como devem funcionar em conjunto, onde se encontram as principais fragilidades e o que distingue as organizações que conseguem adaptar-se das que ficam presas aos processos e estruturas existentes.

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