Em junho de 2024, a marca de moda masculina Shoulder anunciou que, após migrar sua operação para uma nova plataforma de e‑commerce, registrou um aumento de 75% na taxa de conversão. A mudança foi feita em menos de três meses e contou com a integração de ferramentas de checkout simplificado, personalização de ofertas e automação de marketing. Segundo o CTO da empresa, a nova solução reduziu o tempo de carregamento das páginas em 40% e eliminou a taxa de abandono de carrinho, que antes rondava 68%.
O que aconteceu
A Shoulder, que atua no segmento de vestuário premium e possui presença em todo o Brasil, decidiu deixar sua antiga plataforma monolítica em favor de uma arquitetura baseada em microserviços, hospedada na nuvem. A migração foi concluída em 15 de maio de 2024, com apoio de um consórcio de agências especializadas em tecnologia para varejo digital. O objetivo principal era melhorar a experiência do usuário, acelerar o checkout e permitir campanhas de marketing em tempo real.
Com a nova infraestrutura, a empresa implementou recursos como pagamento em um clique, recomendações de produtos baseadas em IA e um sistema de gestão de estoque em tempo real que sincroniza o canal próprio com marketplaces como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop. O resultado imediato foi a elevação da taxa de conversão de 2,8% para 4,9%, além de um crescimento de 30% no ticket médio nas primeiras quatro semanas.
O CEO da Shoulder destacou que a migração também trouxe maior segurança de dados, compliance com a LGPD e custos operacionais 22% menores, graças à escalabilidade automática da nuvem. O caso tem sido usado como benchmark por outras marcas que buscam modernizar suas lojas virtuais.
O que muda para quem vende online
Para os sellers que atuam em plataformas como Mercado Livre, Shopee e TikTok Shop, a experiência da Shoulder demonstra que investir em tecnologia de ponta pode gerar ganhos expressivos de conversão e receita. A adoção de checkout simplificado e personalização baseada em IA reduz o atrito na finalização da compra, fator crítico em marketplaces onde a concorrência de preço é intensa.
Além disso, a integração de estoque em tempo real evita rupturas e melhora a reputação do vendedor, já que a maioria dos consumidores avalia a disponibilidade de produtos antes de concluir a compra. A migração para uma arquitetura em nuvem ainda permite que lojas escalem rapidamente em períodos de alta demanda, como a Copa do Mundo ou a Black Friday.
- Redução do abandono de carrinho mediante checkout em um clique.
- Personalização de ofertas em tempo real aumenta o ticket médio.
- Gestão de estoque unificada entre loja própria e marketplaces diminui rupturas.
Fique de olho
As tendências apontam para a consolidação de soluções headless e micro‑frontends, que permitem que lojas virtuais se conectem a múltiplos canais sem perder performance. Os lojistas devem monitorar indicadores como tempo de carregamento, taxa de conversão por dispositivo e a eficácia das recomendações de IA. Também é fundamental acompanhar as atualizações de políticas de pagamento dos marketplaces, que tendem a favorecer integrações mais ágeis.
Nos próximos meses, espera‑se que mais marcas brasileiras adotem estratégias semelhantes, impulsionando a competitividade do e‑commerce nacional e elevando o padrão de experiência de compra online.